A Boeing estima mercado de US$ 2,8 trilhões para novos aviões comerciais
Cerca de 28.600 novos aviões serão entregues nos próximos 20 anos. Modernos, silenciosos, mais eficientes e capazes de reduzir significativamente emissões e custos, os novos aviões mudarão a frota mundial
Londres, 13 de junho de 2007 – A Boeing prevê um mercado de US$ 2,8 trilhões para novos aviões comerciais nos próximos 20 anos. A forte demanda por novos aviões trará melhora significativa ao desempenho ambiental da frota mundial.
Estes novos aviões acomodarão o crescimento anual de cerca de 5% do tráfego de passageiros e outros 6,1% de crescimento anual do transporte de carga aérea.
A Boeing Company apresentou hoje, em Londres, o seu 2007 Current Market Outlook, estudo anual com as previsões e estimativas para as próximas duas décadas da aviação comercial. O relatório, disponível para download no website da companhia
, traz a visão panorâmica da Boeing sobre a viagem aérea em todo o mundo durante os próximos 20 anos.
“O tráfego aéreo continuará a crescer pelo crescimento econômico mundial, pela demanda natural do mercado de aviação mundial, pela liberação de novas rotas e pela disponibilidade de aviões mais eficientes”, disse Randy Tinseth, vice-presidente de Marketing da Boeing Commercial Airplanes. “Este crescimento ocorrerá de modo responsável com o meio ambiente, a fim de reduzir progressivamente os gases que provocam o efeito estufa. Tudo isto graças à entrada gradativa das aeronaves mais eficientes no sistema de transportes aéreos”, explica Tinseth.
O panorama da Boeing aponta um mercado de 28.600 novos aviões comerciais (passegeiros e cargas) até 2026, com demanda equilibrada no número de aeronaves por região.
Baseado na relação ‘dólar por entrega’, o maior mercado projeta-se na região da Ásia, com 36% do total de US$ 2,8 trilhões estimados. A América do Norte representará pouco mais de 26% das entregas, enquanto a Europa, Rússia e Comunidade dos Estados Independentes serão 25% deste montante. A fatia destinada às linhas aéreas na América Latina, Oriente Médio e África representará os 13% restantes das entregas entre 2007 e 2026.
Nos próximos 20 anos, o transporte aéreo de passageiros e cargas receberá aproximadamente:
· 3.700 jatos com autonomia regional – abaixo de 90 assentos
· 17.650 aviões de corredor único – de 90 a 240 assentos, distribuídos em duas classes
· 6.290 aviões de corredor duplo – de 200 a 400 assentos, distribuídos em três classes
· 960 aviões com o porte do 747, ou maiores – mais de 400 assentos, distribuídos em três classes
Somadas às aeronaves já existentes, as novas entregas resultarão numa frota mundial superior a 36.400 aviões até 2026.
“O segmento de aviões de corredor único continuará a ter a maior demanda por unidade do mercado”, garantiu Tinseth. “Parte deste sucesso deve-se ao crescimento acentuado das linhas aéreas de baixo custo”, pontuou o vice-presidente.
Em termos de valor absoluto, a categoria de aviões de corredor duplo será a maior. Aviões como o 787 e o 777 permitirão às aéreas crescer em número de vôos e novos destinos – combinação favorita da maior parte dos passageiros. Aviões com o porte igual, ou maior, ao 747 continuarão a operar na Ásia, bem como em mercados da região do Atlântico Norte.
A Boeing projeta uma forte demanda por novos e maiores cargueiros, devido a sua eficiência no consumo de combustível, alta confiabilidade na sua utilização e capacidade de percorrer longas distâncias.
A nova estimativa prevê que os aviões comerciais da categoria de 90 a 400 assentos, terão crescimento em todos os aspectos do transporte aéreo durante os próximos 20 anos. As linhas aéreas obterão este crescimento graças à criação de freqüências sem escalas – e não devido aos vôos mais longos e aeronaves maiores.
Como resultado, a Boeing está focada em oferecer novos aviões capazes de consumir menos combustível e gastar menos tempo em manutenção, permitindo às linhas aéreas reduzir seus custos e aumentar lucros – enquanto provêem seus passageiros com vôos sem escalas, viagens ponto-a-ponto e maior oferta de destinos e freqüências. |